Sinísia Coni

Sinísia Coni é street photographer e documental.

“Fotografar, para mim, é um ato de escuta. É estar inteira no instante. Antes de ver, é preciso sentir. Antes de registrar, é preciso ser tocada. Permito que a luz atravesse não apenas a lente, mas também o coração. Registro com a alma aquilo que os olhos acolhem: a beleza espontânea dos encontros, a fé que dança nas festas populares, a natureza que sussurra segredos e a cultura viva que se reinventa no compasso dos dias. Percorri o mundo com minha câmera — da maior parte da Europa aos Estados Unidos, dos caminhos espirituais da Índia aos contrastes do Vietnã, das montanhas do Butão às águas da Tailândia, dos templos da Indonésia às ruas vivas do México, da atmosfera sagrada e ancestral dos templos de Angkor no Camboja à força da identidade e da resistência alegre de Cuba e à exuberância cultural do Marrocos. Mas jamais deixei de voltar às raízes da minha terra. Fotografei Salvador com olhos de quem pertence, o Recôncavo Baiano com reverência, a procissão da Boa Morte com o respeito de quem escuta rezas silenciosas, o teatro ao ar livre Nego Fugido como quem reconhece um grito ancestral. Recolhi, em cada canto da Bahia, imagens que dançam com o tempo.

Ao longo da minha trajetória, participei de 19 exposições individuais e coletivas, entre elas:
Casa Cor Bahia (2012, 2013, 2014, 2018); Instituto Cultural Afro-Brasileiro, Cachoeira, Bahia (2013); Espaço Pierre Verger da Fotografia Baiana, Salvador – Fragmentos – Um Certo Romantismo Baiano (2017); Embaixada do Brasil em Oslo, Noruega – Artists Across Continents (2015); Artcom International – exposições na França, Dinamarca e Portugal (2015); Design Hotel Gat Rossio, Lisboa – Bahia Brasil Quotidiano (2016); Participação no Welcome Forum em Salvador (2016), 6th Dimension International Art Show, Índia (2017); Museu da Misericórdia, Salvador e Brasília – Uma Índia, Dois Olhares (2017); Palacete das Artes, Salvador – Negra Bahia (2018); Hotel Fasano, Salvador (2020); XXIII Bienal de Arte Fotográfica Brasileira em Cores – Menção Honrosa com Voo dos Anjos (2023). Aqui, onde a vida pulsa em cores, cantos e rituais, cada esquina é um altar de ancestralidade, cada rosto carrega um tempo antigo, e cada gesto cotidiano é um poema em silêncio. Em tudo que olho, vejo. Em tudo que vejo, sinto. E em tudo que sinto, deixo uma imagem — com amor, com entrega, com sombra e luz.”

Cyro de Mattos

Cyro de Mattos é autor de 73 livros pessoais de diversos gêneros. Também editado na França, Itália, Espanha, Alemanha, em Portugal e Cuba. Premiado no Brasil, México, na Itália, em Portugal e Cuba. Seus contos e poemas participam de mais de cinquenta antologias no Brasil, em Portugal, nos Estados Unidos, na França, Itália, Alemanha, Rússia, Espanha e Dinamarca. Seus livros são adotados na escola e universidade.

Adriana Oliveira

Adriana Oliveira construiu uma trajetória sólida ao longo de quase 31 anos como repórter de rua, carreira que a consagrou pela credibilidade, firmeza e confiança diante do público. Relações Públicas formada pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e jornalista por vocação, viveu intensamente a rotina do jornalismo diário, com 25 anos de atuação na TV Bahia, afiliada da Rede Globo, onde acompanhou de perto fatos e personagens que marcaram a história recente do estado.

Rodrigo Accioly

Rodrigo Accioly é um fotógrafo amador de olhar singular e busca a beleza na simplicidade de paisagens, texturas e momentos efêmeros, com foco especial na luz e na composição. Sua produção se materializa em quadros de impressão fine art, compondo a decoração de ambientes e coleções particulares. Advogado por profissão, a fotografia é seu contraponto criativo, uma forma de reconectar-se com uma visão mais intuitiva e lúdica do mundo.

Rodrigo Melo

Rodrigo Melo organizou e participou de algumas coletâneas de contos e de poesia, assim como tem textos em diversos jornais e revistas literárias. Publicou nos gêneros poesia, contos, crônicas e romance. O cavalo do bandido sempre sai na frente é o seu quinto livro. Vive em Ilhéus, sul da Bahia.

Joana Rizério

Joana Rizério (1987) é uma jornalista e escritora soteropolitana. Começou sua carreira no impresso em 2013, no jornal Correio. Lançou seu primeiro livro, É pegar ou largar, em 2015. Depois de um longo hiato,
publicou Na pior em Berlim, Londres e Salvador – uma aventura bipolar no inferno (2023) e O diabo também manda flores – na teia de uma relação abusiva (2025) pela Editora Noir. É professora voluntária em uma oficina de jornalismo na Escola Estadual Armandina Marques, em Pau da Lima, periferia da capital baiana.

Eduardo Moody

Eduardo Moody (Salvador, 1975) é artista visual e fotógrafo. Vive em Praia do Forte, Bahia, e desenvolve projetos que se expandem para diferentes regiões do Brasil e para o exterior. Formado em Comunicação/Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), iniciou sua produção no final dos anos 1990 e construiu uma obra marcada pela investigação da luz como matéria expressiva. Seu trabalho transita entre ensaios autorais, exposições no Brasil e no exterior e colaborações com instituições culturais e projetos editoriais. Participou também da realização de dois documentários para a televisão com recursos da Agência Nacional do Cinema (Ancine)/Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Além da produção artística, realiza trabalhos institucionais, comerciais e publicitários, estabelecendo parcerias com empresas e organizações em iniciativas ligadas à cultura, ao meio ambiente e à comunicação visual. Atualmente, dedica-se também à produção de obras em fine art photography, voltadas ao colecionismo e à arquitetura de interiores. Sua pesquisa combina rigor técnico e sensibilidade poética, resultando em imagens que ampliam a experiência estética e reforçam vínculos de pertencimento. Pai de dois meninos e cuidador de árvores, traz para sua prática o mesmo senso de enraizamento e continuidade, que guia sua vida pessoal.

 

Tuzé de Abreu

Alberto José Simões de Abreu, conhecido artisticamente como Tuzé de Abreu, nasceu em Salvador, Bahia, em 21 de fevereiro de 1948. Sua formação acadêmica é notável: graduou-se em Medicina pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e em Música (flauta) pela Escola de Música da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atuou como médico legista no Instituto Médico Legal Nina Rodrigues por mais de vinte anos, além de lecionar Medicina Legal na Faculdade de Direito da Universidade Católica do Salvador.

Na música, Tuzé é um artista versátil e inovador. Foi membro do grupo Doces Bárbaros, ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia, e colaborou com ícones como João Donato, Moraes Moreira, Luiz Melodia, Cauby Peixoto e Chico Buarque. Tuzé também se destacou como compositor de trilhas sonoras para filmes e peças teatrais, incluindo Meteorango Kid, A lenda de Ubirajara e Tenda dos Milagres. Em 2019, lançou o álbum Contraduzindo, que recebeu elogios de Caetano Veloso, que o descreveu como “um tesouro guardado” da música brasileira. Por muitos anos Tuzé de Abreu foi flautista
da Orquestra Sinfônica da UFBA e atualmente segue se apresentando em diversos projetos musicais, como o show “Pupurriaçu”, que revisita sua trajetória artística por meio de 35 canções.

Claudia Mera

Nascida em Montevidéu, em 1971, Claudia Mera estudou Direito, Belas Artes e Ciências da Comunicação. Membro da Fundación de Arte Contemporáneo desde 2007, escreve diários desde que tem memória
e devora livros desde que aprendeu a ler. Umidades é seu primeiro livro.

James Martins

James Martins é poeta — com o perdão da palavra. Criou e comandou o pós-lida (recital de poesia e alguma prosa). Pré-estreia (EP) é seu livro de estreia e também, como o nome diz, de pré: um EP de HIT’S (ontologia poética) — futuro LP de estreia, com poemas que não estarão lá. Links. Toques. Autor inédito, tem, porém, alguns slogans que ficaram famosos: “Dias Mulheres Virão”, “O Rio é o Brasil/ São Paulo é o mundo/ e a Bahia é a Bahia” etc. Atua também como jornalista, articulista, roteirista, pesquisador e andarilho.