O tempo dá e toma

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R$70,00

de Cyro de Mattos

Formato: 15 × 21 cm
Páginas: 204
ISBN: 978-65-88597-73-6
Peso: 285g
Ano: 2025

Neste O Tempo Dá e Toma, seu quarto romance, estamos mais uma vez diante de uma vocação que não se manifesta no texto improvisado, não recorre ao talento puro e simples. Acresce à sua vocação, legítima e intensa, os meios modernos de expressar o conteúdo de seus textos. Tem como alvo neste romance o homem com suas questões profundas, entre o existir e o morrer, com sua passagem no rio da vida, em busca do significado que nunca acha sobre o que viemos fazer aqui e onde tudo se acaba, pois o tempo não tem volta, não perdoa. Com suas cismas, seus momentos tristes, um homem idoso, concentrado na janela do sobrado, tenta ligar o passado ao presente através das lembranças, com fatos e situações que haveriam de se traduzir em experiências da existência. De idade avançada, com suas ideias pensadas, seus sentimentos moídos, remoídos, seus sonhos e ânsias.

A Ponte Velha, que vigia e ausculta todos que fazem a travessia no seu piso, gasto pelo uso dos anos, e a ponte da memória, utilizada pelo homem idoso na janela para atravessar o tempo da vida, em alguns momentos se fundem e na unidade da existência mostram que viver é ao mesmo tempo morrer a cada instante. Nessa agonia em transe, entre lembranças e passagens dos que fazem a travessia diária na Ponte Velha, o drama se acende no coração cheio de projeções, que latejam por onde esse homem esteja, com seus conflitos dominando a alma como um sofredor desamparado por uma visão aberta da existência. Há muito tempo fazendo parte da moderna literatura brasileira, Cyro de Mattos integra um elenco poderoso de ficcionistas e poetas nascidos no sul da Bahia, região que tem nas letras e na cultura como perpendiculares os renomados escritores Jorge Amado e Adonias Filho. Tem, no entanto, sua impressão digital, personalidade versátil, “seu acento, um hálito de vida que dá permanência à sua criação”, como salientou Jorge Amado na apresentação que fez de seu livro de estreia na Academia Brasileira de Letras, em 1967, publicada no Suplemento do Jornal do Brasil em 21 de outubro de 1967.

 

Cyro de Mattos

Cyro de Mattos é autor de 73 livros pessoais de diversos gêneros. Também editado na França, Itália, Espanha, Alemanha, em Portugal e Cuba. Premiado no Brasil, México, na Itália, em Portugal e Cuba. Seus contos e poemas participam de mais de cinquenta antologias no Brasil, em Portugal, nos Estados Unidos, na França, Itália, Alemanha, Rússia, Espanha e Dinamarca. Seus livros são adotados na escola e universidade.

Descrição

Neste O Tempo Dá e Toma, seu quarto romance, estamos mais uma vez diante de uma vocação que não se manifesta no texto improvisado, não recorre ao talento puro e simples. Acresce à sua vocação, legítima e intensa, os meios modernos de expressar o conteúdo de seus textos. Tem como alvo neste romance o homem com suas questões profundas, entre o existir e o morrer, com sua passagem no rio da vida, em busca do significado que nunca acha sobre o que viemos fazer aqui e onde tudo se acaba, pois o tempo não tem volta, não perdoa. Com suas cismas, seus momentos tristes, um homem idoso, concentrado na janela do sobrado, tenta ligar o passado ao presente através das lembranças, com fatos e situações que haveriam de se traduzir em experiências da existência. De idade avançada, com suas ideias pensadas, seus sentimentos moídos, remoídos, seus sonhos e ânsias.

A Ponte Velha, que vigia e ausculta todos que fazem a travessia no seu piso, gasto pelo uso dos anos, e a ponte da memória, utilizada pelo homem idoso na janela para atravessar o tempo da vida, em alguns momentos se fundem e na unidade da existência mostram que viver é ao mesmo tempo morrer a cada instante. Nessa agonia em transe, entre lembranças e passagens dos que fazem a travessia diária na Ponte Velha, o drama se acende no coração cheio de projeções, que latejam por onde esse homem esteja, com seus conflitos dominando a alma como um sofredor desamparado por uma visão aberta da existência. Há muito tempo fazendo parte da moderna literatura brasileira, Cyro de Mattos integra um elenco poderoso de ficcionistas e poetas nascidos no sul da Bahia, região que tem nas letras e na cultura como perpendiculares os renomados escritores Jorge Amado e Adonias Filho. Tem, no entanto, sua impressão digital, personalidade versátil, “seu acento, um hálito de vida que dá permanência à sua criação”, como salientou Jorge Amado na apresentação que fez de seu livro de estreia na Academia Brasileira de Letras, em 1967, publicada no Suplemento do Jornal do Brasil em 21 de outubro de 1967.

 

Informação adicional

Peso 0,285 kg
Dimensões 15 × 21 cm