Os heróis da Independência



2 de Julho é a data que celebra a vitória dos brasileiros na guerra travada na então província da Bahia, por mais de 17 meses (de fevereiro de 1822 a julho de 1823) contra as tropas portuguesas. Desse feito histórico, vamos homenagear alguns dos personagens fundamentais para essa vitória!

Foi nessa data que as tropas portuguesas, lideradas pelo militar Madeira de Melo, atacaram a Bahia, matando e invadindo residências civis e oficiais. Nesse dia se deu o grande embate e, é por isso, que alguns historiadores denominam o 2 de julho como a “Verdadeira Independência do Brasil”!

Joana Angélica
Aos 20 anos e de família abastada, Joana Angélica optou pela vida monástica no Convento de Nossa Senhora da Conceição da Lapa, em Salvador. Com a invasão dos soldados portugueses ao convento, Joana Angélica teve o peito atingido por baionetas ao resistir à invasão e faleceu pouco depois. Tornou-se a primeira mártir da grande luta.

Maria Quitéria
Maria Quitéria é considerada a maior heroína das lutas pela independência baiana. Entrou voluntariamente no Exército para lutar contra as províncias que não reconheciam Dom Pedro como imperador e mesmo após descoberta a sua identidade, foi permitida que lutasse contra os portugueses por sua disciplina militar e habilidade com as armas.

Maria Felipa
Negra, trabalhadora braçal, pescadora e marisqueira, ela conseguiu, através de sua força, liderar um grupo de 200 homens contra os portugueses em batalhas que aconteceram de 1822 e até passaram de 2 de Julho de 1823. O maior feito de Felipa foi liderar ações que destruíram mais de 40 embarcações portuguesas, mesmo sem estar ligada diretamente à

Corneteiro Lopes
Reza a lenda que o corneteiro Luís Lopes, na Batalha de Pirajá, diante da iminente derrota para o exército português, não obedeceu ao Comandante Barros Falcão que ordenou o recuo das tropas brasileiras. E, ao invés vez de tocar o toque de recuar, deu o sinal para a cavalaria avançar e, em seguida, o de degolar, o que fez com que a tropa lusitana partisse em retirada.

Lord Cochrane
Com experiência em combates após ter participado de guerras napoleônicas e da independência do Chile e do Peru, Thomas Alexander Cochrane foi o responsável pelo combate contra os portugueses pelos mares, bloqueando o porto de Salvador e atacando os barcos portugueses.

General Labatut
Contratado por D. Pedro I, liderou o exército baiano contra os portugueses. Com experiência na liderança de exércitos revolucionários nas guerras na América Espanhola, Labatut conseguiu organizar um exército com disciplina, mesmo sendo composto em sua maioria por voluntários, em geral trabalhadores de origem humilde.

Conheça e compartilhe a história da Bahia e do Brasil. Existem inúmeras fontes de referências. Conhecer o nosso passado é entender o nosso presente. E um dos conceitos da P55 Edição é o de registrar a nossa memória.