Nova fase do ISBN no Brasil



Dia 02 de março de 2020 foi o primeiro dia útil da Câmara Brasileira do Livro (CBL) como a nova Agência Brasileira do ISBN. O serviço antes era prestado pela Fundação Biblioteca Nacional. O PublishNews testou o novo sistema de emissão do código que funciona como um RG do livro. Além disso, conversou com a CBL para saber o que muda, quais são as novidades e o que o editor ou os autores encontrarão de diferente nesse novo sistema. A partir disso, elaborou seis pontos que merecem a atenção nessa mudança

1- Novo sistema

A primeira delas diz respeito ao sistema. A solicitação é feita via uma plataforma intuitiva e bastante clara (o PublishNews testou). O input de dados é feito de uma forma dinâmica e fluida. Esse processo garantiu mais celeridade e a emissão do código pode ser concluída em dois dias úteis. Antes, esse trâmite demorava pelo menos quatro dias.

2- Novos prefixos

Desde 1978, quando o ISBN foi implantado no Brasil, o prefixo que identificava o país era o 85. As combinações possíveis para o número 85 já estão no fim e, por isso, desde o ano passado, a Agência Internacional do ISBN já tinha liberado o 65 como o novo prefixo brasileiro. A partir de agora, todos os ISBNs sairão da CBL com esse novo identificador.

Com isso, os prefixos editoriais – que identificam a editora detentora daquele ISBN – também sofrerão mudanças. Ao solicitar um novo ISBN, as editoras terão que fazer um novo cadastro, que será gratuito para aquelas que já estavam cadastradas na BN. Ao finalizar esse cadastro, eles receberão um novo “elemento registrante de pessoa jurídica” (esse é o nome oficial para o que, no Brasil, ficou apelidado de “prefixo editorial”).

Para exemplificar essa mudança, o PublishNews pegou dois casos: a centenária Melhoramentos e a novíssima Antofágica.

Ao livro Kafka e a marca do corvo, de Jeanette Rozsas, recém-publicado pela Melhoramentos, foi atribuído o ISBN 978-85-06-08691-9. Os números iniciais 978 indicam que o produto é um livro. O prefixo 85 mostra que o livro foi publicado no Brasil. O 06 que aparece na sequência é o elemento registrante de pessoa jurídica que, pela idade e consequente tamanho do catálogo da Melhoramentos, é curto. A próxima sequência de números – 08691 – indica o título em si e o 9 é o código verificador.

O primeiro livro publicado pela Antofágica foi A metamorfose, de Kafka. Para ele foi emitido o ISBN 978-65.8021.000-8. Como já explicado, a sequência 978 indica que o produto é um livro. A editora já começou usando o prefixo 65 indicando que o livro foi publicado no Brasil. O número 8021 é o seu prefixo editorial (que deverá mudar assim que fizer um novo cadastro lá na nova Agência Brasileira do ISBN). A sequência de zeros indica que é o primeiro título publicado pela casa e o 8 é o dígito verificador.

A partir de agora, a centenária Melhoramentos terá um prefixo editorial maior, que poderá ter até sete dígitos e os números que indicam os títulos serão zerados. A mesma coisa acontecerá com a Antofágica, quando solicitar seu primeiro ISBN na CBL.

Reforçando que nada muda com os ISBNs emitidos anteriormente, com o prefixo 85.

3- O preço e o pagamento

Os preços se mantiveram exatamente iguais aos que eram praticados pela BN: R$ 22 para a emissão do ISBN e R$ 36 para a emissão do código de barras. O pagamento pode ser feito tanto em cartão de crédito quanto via boleto bancário. Considerando que o prazo de emissão para pagamentos por boleto pode ser maior do que em pagamentos com cartão de crédito. A CBL analisa a possibilidade futura de faturamento, mas essa funcionalidade estará disponível apenas para seus associados.

4- Códigos de barras

Pelo mesmo sistema de solicitação do ISBN, o usuário poderá solicitar o código de barras. O item custa R$ 36 e será enviado no mesmo prazo de envio do ISBN: dois dias úteis.

5- Aquisição em lotes

O sistema da CBL permite a emissão de lotes de até mil registros. O preço unitário se mantém em R$ 22, não havendo descontos progressivos.

6- Segurança e confidencialidade dos dados

A Câmara assegura que os dados pessoais dos usuários e os aparatos anexados no pedido de ISBN, como capítulos do livro ou folha de rosto, não saem do ambiente digital da plataforma e não são compartilhados com nenhuma outra empresa externa.

Para mais informações, acesse a página da Agência Brasileira do ISBN.
Autoria do texto: Publishnews
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